O furto de arte é um crime com um charme quase cinematográfico, não é? Ladrões meticulosos, obras de valor inestimável e fugas audaciosas. A verdade é que, ao longo da história, houve assaltos a museus e galerias que parecem ter saído de um filme de Hollywood. Estas são histórias de cobiça, de audácia e, por vezes, de pura sorte. Afinal, estamos a falar de peças que valem fortunas, algumas insuráveis, outras com um valor cultural mais alto do que qualquer preço. Mergulhemos nos dez crimes de arte mais lucrativos e surpreendentes de sempre.
O Roubo do Século no Isabella Stewart Gardner Museum
Foi na noite de 18 de março de 1990. Dois homens disfarçados de polícias convenceram os seguranças a deixá-los entrar no Isabella Stewart Gardner Museum, em Boston, EUA. O resultado? O maior roubo de arte da história americana. Levaram treze obras, incluindo três Rembrandts, um Vermeer e cinco Degas. O prejuízo? Mais de 500 milhões de dólares. As obras nunca foram recuperadas. É um mistério que perdura há mais de três décadas, com uma recompensa de 10 milhões de dólares pela sua recuperação.
1. Dois falsos polícias enganaram os seguranças.
2. O roubo durou 81 minutos.
3. Levaram “A Tempestade no Mar da Galileia” de Rembrandt.
4. Também furtaram “Uma Dama e Um Cavalheiro de Preto” de Rembrandt.
5. O Vermeer roubado foi “O Concerto”.
6. Cinco desenhos de Edgar Degas desapareceram.
7. Um obelisco chinês de bronze da Dinastia Shang foi levado.
8. Uma águia dourada do topo de um estandarte napoleónico também sumiu.
9. A recompensa é de 10 milhões de dólares por informações.
10. O caso continua sem solução.
O Roubo do Louvre em 1911
Antes de ser famoso pelo roubo de “A Mona Lisa”, o Louvre já era um alvo. No entanto, o roubo de “A Mona Lisa” em 1911 marcou a história. Vincenzo Peruggia, um italiano que tinha trabalhado no Louvre, escondeu-se numa arrecadação e levou a obra-prima. A motivação era patriótica: queria devolvê-la a Itália. A pintura foi recuperada dois anos depois, quando Peruggia tentou vendê-la a um comerciante de arte em Florença.
1. Vincenzo Peruggia foi o ladrão.
2. Era um ex-empregado do Louvre.
3. Escondeu-se num armário durante a noite.
4. Retirou a pintura da parede de manhã cedo.
5. A obra ficou escondida debaixo do seu casaco.
6. Fugiu de comboio com a obra.
7. Acreditava que a obra pertencia à Itália.
8. A pintura foi recuperada em 1913.
9. Peruggia foi apanhado ao tentar vendê-la.
10. Ele cumpriu uma pena curta na prisão.
O Furto de Obras de Arte do Museu de Arte Moderna de Paris
Em 2010, um único ladrão entrou no Museu de Arte Moderna de Paris. Roubou cinco pinturas de mestres como Picasso, Matisse, Braque, Modigliani e Léger. O valor estimado era de cem milhões de euros. O mais surpreendente? O sistema de alarme já estava inativo há semanas. O ladrão, Vjeran Tomic, foi mais tarde apanhado, mas as obras continuam desaparecidas.
1. O roubo ocorreu em maio de 2010.
2. Vjeran Tomic foi o ladrão solitário.
3. Levou “Le pigeon aux petits pois” de Picasso.
4. “La Pastorale” de Matisse também desapareceu.
5. “L’Oliveraie près de l’Estaque” de Georges Braque foi furtada.
6. “La Femme à l’éventail” de Amedeo Modigliani foi roubada.
7. “Nature morte aux chandeliers” de Fernand Léger sumiu.
8. O valor estimado é de 100 milhões de euros.
9. O sistema de alarme não funcionava há semanas.
10. As pinturas nunca foram recuperadas.
O Roubo da Coleção de Obras de Arte de Sir Alfred Beit
Em 1986, o gangue de Martin Cahill, conhecido como “O General”, assaltou a casa de Sir Alfred Beit em Wicklow, Irlanda. Levaram 18 obras de arte, incluindo um Vermeer, um Goya e um Rubens. O valor era de milhões de libras. A maioria das obras foi recuperada após uma extensa investigação, mas o Vermeer continua a ser um mistério. Cahill era um criminoso excêntrico e notório, e este foi um dos seus maiores feitos.
1. O roubo ocorreu na Russborough House.
2. Martin “The General” Cahill liderou o gangue.
3. Levaram “Senhora Escrevendo uma Carta com a Sua Criada” de Vermeer.
4. “Retrato de Doña Antonia Zárate” de Goya foi furtado.
5. “Uma Criança com um Cão” de Rubens também desapareceu.
6. O valor das obras era de milhões de libras.
7. A polícia irlandesa (Gardaí) investigou o caso.
8. A guerra de território entre os gangs dificultou a recuperação.
9. A maioria das obras foi recuperada posteriormente.
10. O Vermeer, porém, nunca foi encontrado.
O Furto de Obras de Arte do Kunsthal Museum em Roterdão
Em 2012, sete obras de arte de mestres como Monet, Picasso e Gauguin foram roubadas do Kunsthal Museum em Roterdão. O crime foi rápido e eficiente. Os ladrões entram por uma porta de emergência. A mãe de um dos ladrões mais tarde queimou as obras para destruir as provas. Foi um ato de pura barbárie cultural.
1. O roubo aconteceu no Kunsthal Museum.
2. Sete obras de arte foram furtadas.
3. Entre elas estava “Pont de Waterloo” de Monet.
4. “Tête d’Arlequin” de Picasso também foi levada.
5. “La Liseuse en Blanc et Jaune” de Matisse desapareceu.
6. “Femme devant une fenêtre ouverte, dite La Fiancée” de Gauguin foi roubada.
7. Os ladrões arrombaram uma porta traseira.
8. O alarme não ativou a tempo.
9. A mãe de um dos ladrões queimou as obras numa lareira.
10. Apenas alguns fragmentos foram recuperados.
O Roubo de joias no Castelo de Écouen em 1989
Embora não seja estritamente arte, o roubo de joias históricas é igualmente chocante. Em 1989, ladrões entraram no Castelo de Écouen, o Museu Nacional da Renascença, na França. Levaram 30 peças de joalharia renascentista de valor inestimável. A forma como o roubo foi executado parecia saída de um thriller. Este crime destacou a vulnerabilidade de importantes coleções.
1. O roubo ocorreu em Écouen, França.
2. Foi no Museu Nacional da Renascença.
3. Trinta peças de joalharia renascentista foram furtadas.
4. As joias eram de ouro e pedras preciosas.
5. A avaliação é de milhões de francos.
6. Os ladrões usaram um plano complexo.
7. Foi considerado um dos maiores roubos de joias.
8. A polícia francesa investigou o caso intensamente.
9. Alguns pedaços foram recuperados, mas não todos.
10. O valor histórico das peças era inestimável.
O Roubo de obras de arte do Museu de Arte Moderna de Caracas
Em 2002, “A Odalisca com Pantufa Vermelha” de Henri Matisse foi roubada do Museu de Arte Moderna de Caracas, na Venezuela. A obra foi substituída por uma cópia grosseira. O crime só foi descoberto alguns anos depois, quando a cópia foi avaliada durante um empréstimo museológico. A pintura foi recuperada em 2012 em Miami por agentes do FBI.
1. A obra furtada foi “A Odalisca com Pantufa Vermelha”.
2. Era uma pintura de Henri Matisse.
3. O roubo ocorreu em Caracas, Venezuela.
4. A pintura original foi substituída por uma cópia.
5. O crime foi descoberto em 2007.
6. O roubo ocorreu por volta de 2002.
7. A cópia era uma falsificação pobre.
8. A pintura foi recuperada em 2012.
9. Foi encontrada em Miami, Flórida, EUA.
10. Quatro pessoas foram presas pelo incidente.
Os Roubos de arte nazis durante a Segunda Guerra Mundial
Embora não seja um único crime, o roubo e a pilhagem de obras de arte pelos nazis durante a Segunda Guerra Mundial foram em larga escala e devastadores. Milhões de peças foram roubadas de museus, galerias e famílias judias. Este foi o maior roubo de arte da história. Muitas dessas obras ainda estão desaparecidas hoje. É um caso de crime cultural institucionalizado.
1. Milhões de obras de arte foram saqueadas.
2. O roubo ocorreu em toda a Europa.
3. As vítimas eram museus e famílias judias.
4. Hitler pretendia criar o “Führermuseum”.
5. Herman Göring era um grande colecionador de arte roubada.
6. As “Monuments Men” recuperaram muitas obras.
7. Muitas peças foram escondidas em minas de sal.
8. Ainda hoje, obras de arte são recuperadas e devolvidas.
9. O valor total dos bens roubados é incalculável.
10. O impacto cultural foi imenso e trágico.
O Roubo de ouro e arte da Galeria de Arte de Zurique
Em 2008, assaltantes encapuzados entraram na Fundation E.G. Bührle Collection em Zurique. Roubaram quatro obras-primas impressionistas de Monet, Degas, Van Gogh e Cézanne. O roubo, que durou apenas alguns minutos, foi um dos maiores da Europa, avaliado em 160 milhões de francos suíços. Felizmente, a maioria das obras foi recuperada pouco depois.
1. O roubo aconteceu em Zurique, Suíça.
2. Foi na colecção E.G. Bührle.
3. Quatro pinturas impressionistas foram furtadas.
4. “Campo de Papoilas Perto de Vetheuil” de Monet.
5. “O Conde Lepic e as Suas Filhas” de Degas.
6. “Cavalos a Sair da Neve” de Vincent Van Gogh.
7. “Rapaz de Colete Vermelho” de Paul Cézanne.
8. O valor estimado era de 160 milhões de francos suíços.
9. Foi o maior roubo de arte na Suíça.
10. Três das quatro obras foram recuperadas posteriormente.
O Roubo de joias do Green Vault em Dresden
Em 2019, ladrões invadiram o Green Vault (Grünes Gewölbe) em Dresden, Alemanha. Levaram joias de valor histórico, incluindo diamantes e gemas dos séculos XVIII e XIX. Embora não sejam pinturas, o valor histórico e material das peças era impressionante. Este roubo representou uma perda imensa para o património cultural alemão.
1. O roubo ocorreu a 25 de novembro de 2019.
2. Foi no Green Vault, em Dresden.
3. É uma das maiores coleções de tesouros da Europa.
4. Os ladrões cortaram a energia.
5. Eles quebraram um vidro blindado.
6. Levaram três conjuntos de joias de diamantes.
7. Inclui diamantes e rubis históricos.
8. O valor material é estimado em mil milhões de euros.
9. O valor histórico é incalculável.
10. Muitos criminosos foram presos, mas grande parte das joias está ainda desaparecida.
Estes casos mostram a fragilidade da arte, apesar de toda a segurança que a cerca. Cada um destes crimes é um lembrete do valor inestimável destas obras, não só em termos financeiros, mas também cultural e histórico. A luta para proteger o nosso património continua, com a esperança de que estas obras-primas permaneçam onde pertencem: ao alcance de todos para admiração e estudo.





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