Nos últimos anos, o nome Al-Hilal passou de desconhecido para protagonista do futebol mundial. Com contratações milionárias e exibições sólidas, o clube saudita tem dado que falar — e não é de agora. Na verdade, o Al-Hilal tem uma das histórias mais ricas fora da Europa, com décadas de domínio no futebol asiático. Se achas que o clube só começou a existir quando chegou o Neymar, vais ficar surpreendido com esta lista.
1. É o clube mais titulado da Ásia
Sim, leste bem. O Al-Hilal é o clube com mais títulos oficiais da história do futebol asiático. Até 2024, soma mais de 65 troféus, incluindo 4 Ligas dos Campeões da AFC (1991, 2000, 2019 e 2021), o recorde da competição. É o verdadeiro “Real Madrid da Ásia”.
2. Foi fundado antes da Arábia Saudita existir como a conhecemos
O Al-Hilal foi fundado em 1957, numa altura em que o futebol saudita ainda era semi-amador. A profissionalização só viria décadas depois, mas o clube já liderava as competições nacionais muito antes da criação oficial da Saudi Pro League.
3. Neymar foi a contratação mais cara da história do clube
Em 2023, o Al-Hilal contratou Neymar Júnior ao Paris Saint-Germain por cerca de 90 milhões de euros, tornando-se a contratação mais cara da história do clube e da Arábia Saudita. Apesar das lesões, a chegada do brasileiro colocou o clube sob os holofotes mediáticos de todo o mundo.
4. Já derrotou o Flamengo num Mundial de Clubes
Em 2023, o Al-Hilal defrontou o Flamengo na meia-final do Mundial de Clubes da FIFA… e venceu por 3-2. Foi um feito histórico: a primeira vez que um clube da Arábia Saudita eliminou um campeão da CONMEBOL no torneio. Na final, perdeu para o Real Madrid, mas deu excelente réplica (5-3).
5. É o clube com mais adeptos da Arábia Saudita
Diversas sondagens nacionais apontam o Al-Hilal como o clube com maior base de adeptos do país, superando rivais como o Al-Nassr ou Al-Ittihad. É também o mais seguido nas redes sociais entre os clubes sauditas, com milhões de seguidores espalhados pelo Médio Oriente.
6. Jogadores lendários passaram por lá antes do “boom” europeu
Muito antes das estrelas europeias chegarem, o Al-Hilal já tinha no plantel nomes lendários como Sami Al-Jaber, um dos maiores ídolos da história do futebol saudita. O avançado participou em quatro Mundiais pela selecção e marcou mais de 150 golos pelo clube.
7. Jorge Jesus foi treinador do clube
O treinador português Jorge Jesus orientou o Al-Hilal durante a temporada 2018/19. Apesar de uma boa prestação desportiva, acabou por sair antes do final da época, alegadamente devido a desacordos com a direcção. Curiosamente, anos depois regressaria à Arábia Saudita… para treinar o rival Al-Ahli.
8. Tem um estádio com nome de rei
O clube joga no King Fahd International Stadium, um dos maiores estádios do Médio Oriente, com capacidade para mais de 68 mil espectadores. Foi construído nos anos 80 e já recebeu finais da Taça Asiática e até jogos de selecções durante a Taça das Confederações da FIFA.
9. É o símbolo de um novo projecto de poder global
Com o apoio direto do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF), o Al-Hilal é uma das quatro equipas prioritárias no projecto de internacionalização da Saudi Pro League. O objectivo? Tornar o campeonato num dos mais relevantes do mundo até 2030.
10. Aposta forte no futebol feminino
Desde 2022, o Al-Hilal tem equipa feminina em competição oficial, participando na Saudi Women’s Premier League. O clube tem investido em estrutura, recrutamento e visibilidade para promover a igualdade no desporto, numa sociedade tradicionalmente conservadora.
O Al-Hilal é muito mais do que um clube com dinheiro. É uma potência desportiva com décadas de história, adeptos apaixonados, títulos internacionais e agora uma ambição global como poucos. Para quem achava que o futebol asiático era secundário, o Al-Hilal veio provar o contrário — com classe, com golos e com uma história que ainda está longe de terminar.
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