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O que foi o Caso Camarate?

O que foi o Caso Camarate? - Cultura de Algibeira, Algibeira, Bolso, Cultura

O Caso Camarate foi um acidente aéreo acontecido a 4 de Dezembro de 1980, acidente esse que tirou a vida a sete pessoas, estando o então primeiro-ministro português, Francisco Sá Carneiro, entre as vítimas. Sem nunca se entender ao certo o que causou a queda do avião sobre o bairro das Fontaínhas em Camarate, existem várias teorias e pontos de interesse na investigação deste caso. E o que é que o Cultura de Algibeira traz até ti? Um apanhado de tudo o que tens de saber sobre este acidente!

1 – O motivo da viagem

Em Dezembro de 1980 ocorreram as eleições presidenciais que vieram renovar o mandato de António Ramalho Eanes como Presidente da República. Como adversário nesta eleição, tinha o General António Soares Carneiro, um candidato que contava com o apoio de Francisco Sá Carneiro. Na noite de 4 de Dezembro, o primeiro-ministro e o seu ministro da defesa, Adelino Amaro da Costa, iam deslocar-se ao Porto para assistir ao encerramento de campanha do candidato que apoiavam. Para esta viagem, Adelino Amaro da Costa propôs então que utilizassem uma aeronave que este tinha disponível.

2 – Os passageiros

Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa não viajaram sozinhos! A eles juntaram-se Snu Abecassis (companheira do primeiro-ministro), Maria Manuel Simões Vaz da Silva Pires (esposa do ministro da defesa) e António Patrício Gouveia (chefe do gabinete do primeiro-ministro). Aos cinco passageiros, juntaram-se ainda os dois pilotos da aeronave. Nenhuma das sete pessoas que se encontravam dentro do avião conseguiu escapar com vida a este acidente.

3 – O acidente

O avião Cessna 421 iniciou o seu último voo no Aeroporto da Portela (o actual Aeroporto Humberto Delgado) e, pouco depois de iniciar a viagem, acabou por se incendiar e despenhar-se no bairro das Fontaínhas, em Camarate, uma das zonas residenciais vizinhas do aeroporto da capital. Estima-se que o voo tenha durado apenas 26 segundos no seu total. O avião acabou por danificar algumas casas e carros do bairro como consequência da sua queda mas, felizmente, não causou a morte de nenhum dos residentes.

4 – O que causou o acidente?

Esta é a pergunta que ainda ninguém sabe responder e que, mesmo após a prescrição do caso em Setembro de 2006, continua a ser um mistério para todos. Enquanto algumas versões dizem que terá sido um acidente, outros acreditam que aconteceu mesmo um atentado naquela noite, colocando-se até a hipótese da existência de uma bomba dentro do avião.

5 – A investigação

A investigação começou na própria noite do acidente por parte da Polícia Judiciária que determinou que não havia indício de crime no inquérito preliminar dirigido ao Ministério Público. As inquirições e audições a deputados durou mais de cinco anos e, a 18 de Fevereiro de 1988, o juiz de instrução criminal propôs um novo conjunto de diligências como, por exemplo, uma nova peritagem dos fragmentos na tentativa de conseguir perceber o que aconteceu. Devido à conclusão do Ministério Público de que não existiam indícios de atentado, a instrução preparatória foi encerrada a 8 de Maio de 1990, com um decreto do juiz de instrução criminal a suspender o processo até à produção de uma melhor prova a 17 de Maio de 1990.

6 – As comissões de inquérito

Desde o acidente, já foram criadas dez comissões parlamentares de inquérito. E, com os avanços feitos em cada uma destas comissões parlamentares, são várias as fontes que apontam para um atentado em vez de um simples acidente. Desde testemunhas centrais terem sido encontradas mortas na véspera dos seus depoimentos à justiça a suspeitas de venda ilegal de armas a países como o Irão e a Indonésia após a proibição de Adelino Amaro da Costa, foram várias as vezes que estas comissões concluíram a existência de um crime em Camarate.

7 – O autor do crime?

Em Novembro de 2006, dois meses após a prescrição do Caso Camarate, um antigo segurança confessou em entrevista ter colocado um engenho explosivo feito por si a bordo da aeronave com o objectivo de assustar os tripulantes da mesma. No entanto, esse engenho teria sido posteriormente modificado de forma a fazer explodir o avião. Devido à prescrição do caso, este segurança nunca pôde chegar a ser julgado, ficando-se sem saber se este seria mesmo o culpado deste crime. No entanto, as provas forenses não são conclusivas quanto à existência ou não de uma bomba e da sua explosão dentro da aeronave.


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